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APERTE OS CINTOS, A IDADE ESTÁ CHEGANDO.

                “Enquanto o parceiro ideal não chega, eu vou bebendo muito, fumando e deixando a vida correr. Mas quando ele aparecer, vou ter uma vida calma no campo. Bem... afinal, só tenho 20 anos...

                Enquanto ele não chega, resolvo trabalhar muito, ler tudo o que puder, aproveitar as gulodices da vida, pois, quando ele chegar, eu quero estar em boa situação financeira, para curtir a vida com ele. Afinal, só tenho mesmo 30 anos...

                É verdade que agora já não tenho mais um corpinho jovem, nem aquela disposição toda, e faço exercícios mais lentos. Já não tenho pressa em encontrar  meu par ideal, mas sei que ele virá. Afinal só tenho 40 anos ...

                Quanta cultura e sabedoria acumulei todos esses anos ... Agora , já não me serve qualquer um. Não gosto de qualquer conversa e já não tolero determinadas atitudes. Tenho 50 e muita esperança de encontrá –lo, agora que estou madura e sei exatamente o que quero...

 

                A realidade me acordou hoje, somente aos 60 anos...

 

                Meu coração bate com uma certa tristeza!

                Neste momento, penso em quantos milhares de amores interessantes cruzaram o meu caminho ... Por onde seguiram? Sós, como eu? Por que tanta chance perdida? Tanta intolerância?”

                             ( Extraído do Livro Amar pode dar certo. Shinyashiki, R )

 

            As oportunidades passam a todo momento na vida. As pessoas que insistem em afirmar que não têm sorte, que não tiveram oportunidades, na verdade não estão sabendo reconhecê- las  ou, por medo e/ou insegurança, não estão sendo capazes de percebê-las  e preferem passar a vida dando uma de vítima e com isso se esquivando de batalhar, de agir, de entrar na briga e na competição normal que faz o crescimento. E elas falam como se a culpa não fosse delas. Falam como se já tivessem nascido pré – destinadas a não crescer. São pessoas que adoram falar que acreditam no destino, como se Deus ou o acaso fosse injusto a tal ponto de criar pessoas que já chegassem ao mundo com uma a cinco estrelas na testa ou com um selo de vencedor.

            Tem um cliente meu, jovem com aproximadamente trinta anos que teve Paralisia Infantil e teve graves seqüelas, tendo de se submeter a oito cirurgias corretivas e mesmo assim conseguiu um resultado  apenas  razoável. Na sua escalada profissional resolveu montar uma padaria e precisou tirar uma carteira de motorista profissional. Só que na época as leis não permitiam que deficientes físicos, como ele, adquirissem a carteira para dirigir caminhões, carretas e etc. Pois ele se preparou, treinou os movimentos e as forças que a lei exigia, entrou em Academias e em seguida contratou um excelente advogado e, na justiça,  provou que estava em condições de cumprir todas as exigências. E mudou a lei e conseguiu a carteira profissional.

            Ou seja, as oportunidades existem e se não existirem procure construí-las. Brigue, reivindique, reclame até de Deus se Ele foi injusto com você, mude o seu “destino”, batalhe o seu crescimento  e o seu prazer. Nada cai do céu. Nada chega pronto para ninguém. Realmente tem pessoas que parecem ter mais sorte, ou ser mais espertas ou um pouco mais privilegiadas. Mexa-se. Não jogue a culpa no destino, não dê uma de vítima. O vencedor é aquele que cria oportunidades. Abandone da sua vida a palavra risco. Risco é sinônimo de oportunidade. Pague o preço. Se você quer ter uma casa boa ou um carro bom ou uma vida saudável tudo isso tem um preço. É o preço da luta, da batalha, da competição, preço de algumas noites sem dormir. Se você não luta, com certeza nunca vai vencer. Lutando você tem a chance de ganhar pelo menos experiência. Tem certos momentos da vida em que é melhor fazer e perder do que não fazer. Você não conhece ninguém bem sucedido que não tenha perdido várias vezes. E com certeza você conhece vários maus sucedidos e que nunca erraram. O sucesso tem um preço. E, até nos relacionamentos é assim.

            Tenho visto pessoas interessantes mas que vivem reclamando da sorte, reclamando que hoje as coisas estão muito mudadas e  outras verdades, mas nunca fazem nada para conviver bem com essa realidade. Estão sempre invocando o passado e se lamentando, mas se esquecem que também há vinte anos atrás elas estavam infelizes e, se não mudarem vão continuar com as mesmas queixas por mais  vinte anos.

            Um relacionamento não precisa ser obrigatoriamente ideal. Você pode estar com uma pessoa para desfrutar o lazer ou o prazer que ela lhe proporciona. Claro que o ideal seria que também o relacionamento lhe possibilitasse um projeto, uma construção de vida, um futuro. Mas, por que não estar com o outro para desfrutar o companheirismo, a companhia, uma viagem, os carinhos, o sexo? Se tiver amor e construção melhor.

            Mas ninguém já começa um relacionamento amando. O amor é construindo, é fabricado durante anos. Existem vários tipos de relacionamento.

            No dia a dia um dos relacionamentos frequentes é aquele onde você tem o outro como um instrumento. É o caso de um motorista de taxi onde você entra e só lhe dá o endereço. E, se ele lhe deixar no endereço solicitado já está cumprindo e bem a sua função. É o caso também de um ascensorista, onde você entra no elevador e só fala o andar que deseja ir. Ele é para você apenas um instrumento. Outra forma de relacionamento é quando além de instrumento, já existe respeito. No caso do motorista de taxi, é quando você entra e já quer saber um pouco do seu dia, da sua família, da sua realização profissional. Ele já não é apenas um instrumento mas já existe um afeto, um respeito. E o terceiro tipo de relacionamento é quando existe amor. O amor não é natural, não é da natureza. O amor é construído, é batalhado: - “Se estiver bom, nós estaremos juntos, se estiver ruim nós também estaremos juntos.” O amor é incondicional, ele cresce no dia a dia. Esse é o relacionamento ideal, mas eu posso estar com você apenas pelo lazer, pelo lúdico, pelo companheirismo e fazendo tudo ou não, para construir o amor. Conheço casais que estão juntos, felizes, realizados e que curtem apenas o belo da relação às vezes até moram separados e se sentem muito bem assim. Então, não existe um relacionamento padrão e ideal. Cada um inventa o relacionamento que combinar com ele. Ao invés de ficar lutando para enquadrar em um tipo de relacionamento que você acha ideal, fabrique o seu. E o parâmetro é a felicidade. Se você, vivendo assim, está alegre, feliz, crescendo na vida, bola pra frente e parabéns.

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