Descontrole-se e seja mais feliz.

Dr. Eduardo Pinho Tavares DESCONTROLE-SE E SEJA MAIS FELIZ                         Desnecessário é querermos questionar a influência enorme que tem na nossa vida e no nosso dia – a – dia, a cultura, a religião e as várias normas e regras a que somos submetidos e até obrigados.                         Os limites são importantes . Sem eles não crescemos e não conseguimos viver em sociedade. Se alguém me faz muita raiva, eu não posso lhe dar um tiro na cara. Se está fazendo muito calor eu não posso tirar a roupa e sair na rua. Não  basta apenas o meu querer. A  toda hora estamos submetidos aos limites da vida. Se eu quero beber muito não posso , porque me tornaria um doente, um inconveniente. Se eu quero comer muito não posso, pois assim me tornaria um obeso com todas as desvantagens médicas, estéticas e sociais.                         Então colocar limites é importante. Educar  é colocar limites. É dizer não na hora certa. Colocar limites  é ensinar a viver, mas sem colocar culpa. Colocar limites é seguir, então, certas normas que foram criadas por outras pessoas. Os nossos pais nos ensinam o que devemos e o que não devemos fazer. Nossos professores, os religiosos, nossos consultores, também nos ensinam o certo e o errado.                         Muito bem, o limite é muito importante. Todos  nós sabemos o desconforto que é lidar com uma criança sem limites. O alcoolismo é falta de limites. A obesidade é falta de limites.                         Mas só que na maioria das pessoas foi imposto um limite  exagerado, levando a um controle severo da pessoa  frente aos sentimentos e as emoções da vida.                         Então o controlado é o oposto do sem limite. É aquele  que não lhe foi permitido manifestar.                         Se morre uma pessoa  querida ele não chora, porque afinal ele é controlado, ele tem que aguentar firme. É forte. Se alguém lhe faz raiva ele não se defende, porque não pode ofender ao outro. Se bateram  em seu carro ele não reclama. Se o tapete  lhe fez escorregar e cair ele não xinga. E dessa forma vai acumulando sentimentos negativos e chega um momento em que ele explode. É a gota d’água. Por  uma coisa à toa, por um problema simples, a pessoa explode, briga, bate, quebra tudo. Quer dizer são sentimentos negativos, são momentos de raiva que vão acumulando, que vão sendo reprimidos e em determinado momento a pessoa transborda  e vai manifestar com uma reação exageradamente  desproporcional à causa que desencadeou.                          Se em um velório a pessoa chora demais, com certeza ela está  chorando a morte daquela pessoa e também outras mortes que ela não chorou no passado. Se em uma batida de carro a pessoa briga demais, é sinal que em outras ocasiões ela não falou o que devia , não argumentou com inteligência. Então o explosivo é aquele que não expressa suas emoções. É aquele que reprime muito  os seus sentimentos.                         O perfeccionista  geralmente é um “controlado”. Se controla demais porque quer tudo muito certo. Não pode falar quando precisa, não pode decepcionar, não pode descontrolar.                         Há pouco tempo um jornal publicou a história de um senhor com 72 anos de idade  e que teve uma discussão com alguém e matou o outro. E o espanto dele e dos amigos ,é que ele sempre foi uma excelente pessoa, muito controlado, nunca foi de ofender  as pessoas… .Então é exatamente por ter sido sempre controlado que em um determinado momento ele perdeu o controle. Ninguém  aguenta. O controlado é uma panela de pressão, vai acumulando coisas e comprimindo ali dentro. É uma bomba que vai explodir a qualquer momento: ou na sua úlcera, ou no seu  aneurisma, ou  na sua enxaqueca, ou em uma simples discussão com o outro.                         E até nos nossos relacionamentos com amigos e relacionamentos afetivos é difícil conviver com quem é muito controlado. O  “bonzinho” é um controlado. Nunca você sabe como agradá-lo. Ele não fala, ele não revela as suas vontades, o que lhe desagrada. Para ele está sempre tudo  bom. Se vai sair com a namorada, ele sempre diz: “é você que escolhe onde vamos. Para mim  qualquer lugar está bom.” E as vezes vai, não gosta e emburra. Não põe para fora. Se você que agradá-lo , é impossível porque nunca se sabe onde ele quer ir, o que ele mais gosta. É o bonzinho , o legal. Lá na frente ele vai explodir.                         Então o controlado, o bonzinho, é um desequilibrado. Para ser equilibrada a pessoa deve  abrir mão do seu  controle.                         Existe muita diferença entre o  controlado e o equilibrado. Entre o controle e o equilíbrio.                         O equilibrado é aquele que  sabe dizer um não na hora certa. É aquele que quando alguma coisa o desagrada, ele fala, ele se defende, ele argumenta. Se a esposa fala alguma coisa que ele não goste, ele diz : “fulana, veja o que você falou. Repita de novo e nesse mesmo tom isso que você falou.  Veja se é assim que se fala com a pessoa que você mais ama.” E com uma pitada de humor ele fala o que deveria e deixa a outra pessoa sem graça. Se algum amigo lhe  ofende, ele assenta, conversa, dialoga, fala da sua insatisfação e continua o seu dia – a- dia feliz.                         E é bom deixar claro que para se defender, para  “não  engolir sapos”, também não é preciso “soltar os cachorros”.                         É possível falar das suas insatisfações, é possível se defender, sem Ter de desrespeitar o outro, sem ter de esbravejar, sem ter  de tomar atitudes severas.                         O  equilibrado vai resolvendo os seus problemas e insatisfações à medida  que elas vão surgindo. Ele não acumula e portanto não explode. E para se conseguir isso é necessário um  aprendizado, um treinamento, uma vigilância dia- a – dia  em

Não apresse a morte.

Dr. Eduardo Pinho Tavares NÃO APRESSE A MORTE.          É interessante e muito rico o contato com as pessoas. E é curioso como cada um constroi a sua vida, como cada pessoa monta a sua vida em torno dos seus valores e das suas fragilidades.          No consultório é onde podemos ver tudo isso com mais clareza porque, sendo um lugar onde as pessoas vão pedir ajuda, elas se permitem abrir  mais e falar das suas  inseguranças e dos seus sintomas. E os sintomas  são muito variados e coloridos, principalmente quando a causa é de  fundo nervoso ou emocional. Aí as pessoas  “criam” as combinações mais interessantes de sintomas. E frente a problemas emocionais, cada um, ao somatizar determinados sintomas, até então psicológicos, agride e ataca o seu orgão de “preferência”ou seu “orgão de  choque”.          Aí começam : dores articulares, artrose, dores na coluna, gastrite, úlcera,  psoríase, colite, diverticulite, sem falar de tonteiras, labirintite, desmaios, angustia, depressão …          E nós médicos ali, do outro lado, concentrados, atentos, compenetrados, ouvindo e armando o “quebra – cabeça” com aquelas queixas, na tentativa de “formar uma imagem”, ou seja, no sentido de perceber o que   aquela pessoa está querendo dizer  com tantos sintomas. E nos perguntando: Por que ou para que ela está criando tanta doença? E com freqüência percebemos que é o momento em que  ela está vivendo. Tudo isso tem relação com sua insatisfação profissional ou com sua decepção afetiva. E, se julgando culpada, ela se pune, “construindo” tanta doença que no início apenas psicológica, na frente se transformará, é lógico, em um câncer, um infarto, um acidente vascular celebral( derrame) .           Mas por que isso? Claro que tudo isso é muito inconsciente e daí a dificuldade de as pessoas admitirem que não é uma doença orgânica. E fazem tomografia, ressonância magnética, vários outros exames e todos se mostram normais. E ela vai  de médico em médico como que procurando uma doença. Ao invés de relaxar  e viver a vida  feliz não, luta para provar que o seu problema não é psíquico, insiste em procurar uma doença.          Na vida nós só temos duas direções : ou você está para o lado da vida ou está para o lado da morte. Com esse comportamento, a pessoa está, sem dúvida, para o lado da morte. Não que ela queira isso conscientemente, mas no fundo o seu grande desejo é de morrer. É aquele momento da vida  onde  a pessoa toma uma forte decisão. É como se ela estivesse a nove mil metros de altura, pilotando um avião e de repente resolvesse desligar os motores. Ela pode levar anos para cair mas o pior , é que ela já decidiu cair. Ela já programou a sua queda.            A mensagem que ela passa para ela mesma é muito negativa. Nesse momento ela decidiu a sua morte, agora é só uma questão de tempo. E , para quem decidiu morrer, o próximo passo é escolher  e construir um motivo para morrer. E aí começam os sintomas, as dores e a peregrinação  de médico em médico até que realmente um dia ela consegue: surge um câncer, um derrame ou outra doença.          Sem dúvida, nós é que escolhemos os nossos caminhos, as pessoas é que constroem as suas próprias doenças.          Existe um autor o Berne, que descreveu a Análise Transacional, que disse que a nossa vida é como se fosse uma fita  gravada. Nós não podemos deixar essa fita acabar. Acaba  também o nosso sonho, o nosso motivo de viver.          Portanto, para se ter  qualidade de  vida, para se viver sem depressão, disposto, animado, feliz, precisamos cultivar a nossa motivação, a nossa  missão  na vida. Não apresse o rio, não antecipe a sua morte, não construa a sua doença. Cuide muito de estar bem profissionalmente e afetivamente, pilares importantes para nossa realização. Eduardo Pinho Tavares

Nada além de uma linda ilusão

Dr. Eduardo Pinho Tavares NADA ALÉM DE UMA LINDA ILUSÃO Dura lex sed Lex : a lei é dura mas é lei . E também a vida !           Para muitos a vida se torna uma lei – dura , racional e até perseguidora .  A racionalidade , esse lado frio e computadorizado da nossa personalidade , nos arrasta para o lado sério da vida . Ser adulto , responsável nas nossas funções de pais , de profissionais, de chefes de seção, de funcionário padrão , de exemplos de modelos são os convites  que a todo momento a nossa sociedade nos remete . À sociedade não interessa que a pessoa seja alegre e feliz . Não . À sociedade interessa muito que a pessoa seja obediente , que ela siga as normas .           À “dura lex “só interessa que sejamos fieis seguidores e submissos .           Uma pessoa alegre e feliz representa um perigo à sociedade porque ela é falante , questionadora , tem vontade própria , ela é dona do seu desejo e do seu voto . Não vai na onda , não segue a multidão .          Ou seja , para a sociedade essa pessoa representa opiniões fortes e “rebeldes “, que podem convencer e arrastar outros , formar grupos e opiniões. uma pessoa alegre e realizada em seus desejos é geralmente , o tipo que não contenta apenas com “pão e circo “ .           Quando se quer que uma criança obedeça , primeiro você pede , depois você ordena , repreende e se necessário até castiga e quando ela chora , aí se sabe que ela vai obedecer .           E , a sociedade faz isso o tempo todo …          Mas , toda medalha tem dois lados .          O sonho , a ilusão , a fantasia nos promete  entrar no “mundo da lua “   e viver o belo, a partir do nada . Esse é um presente que Deus nos deu – o dom de alterar a realidade e construí-la à nossa maneira . Imaginar , fantasiar ! É transformar a realidade, muitas vezes dura , em algo prazeroso, brincar com a realidade .          Embarcar em um mundo de sonhos e ilusão é a solução e a salvação para se conseguir driblar um pouco a dura realidade de crises , eleições , contas a pagar .          O supérfluo , o ilusório , o faz de contas , uma jóia rara , um carro importado, uma mulher maravilhosa , muito dinheiro , são os sonhos de todos nós .          E esse mundo só a nós pertence. Nós somos únicos donos dele .          É o mundo da fantasia!          É um mundo onde não tem imposto de renda , não tem obrigações e punições , não tem cheque sem fundo …          O homem é o único ser entre os animais capaz de ter fantasias .          Ninguém pode entrar na minha mente e captar as minhas fantasias . É um mundo onde eu crio as minhas próprias leis . É a minha intimidade!          Então , a realidade existe aí dura para todos,  as oportunidades vem e vão a todo momento .          “Cavalos arreados “ desfilam nas nossas chances de vida .          Viver com sabedoria é saber sonhar , botar a cabeça para voar , é tirar o pé do chão .          Deixa a mente funcionar !          Corra atrás de uma linda ilusão .          A fantasia não é o contrário da realidade . Sua finalidade é enriquecer e colorir a realidade .          E, na sexualidade e nos relacionamentos, a fantasia tem enorme importância .          Do ponto de vista externo e estrutural as pessoas são muito iguais . A anatomia é igual . O que faz as diferenças é exatamente a capacidade que cada um tem de me proporcionar a vivência das minhas  fantasias.          A racionalidade , a responsabilidade , a seriedade , a rigidez em tudo e na honestidade são qualidades excelentes , mas para os negócios e para o trabalho .          No amor , na afetividade e na sexualidade vale muito mais a brincadeira , o lúdico , o sonho e a fantasia. Aqui, o importante então, nem é tanto o que você é, mas o que você me faz pensar que você é . É a fantasia que eu faço de você .          “A ilusão é tão útil quanto a certeza” . O sonho, o mistério , o encanto são fundamentais para um relacionamento com emoção . Portanto , muito cuidado com a intimidade no relacionamento . Se não muito bem vivida , ela tira o encanto . O mistério é fundamental . A melhor postura para um relacionamento duradouro e colorido é tratar o outro como uma visita cordial . Não se pode deixar perder a “cerimônia “, a cordialidade , a educação . Isso é exatamente o que faz a diferença entre o período de namoro e de casamento.           A conquista, a sedução, o envolvimento e principalmente a nossa capacidade de fazê-la viver as suas fantasias , o seu sonho, é que fazem a diferença. E o contrário também é verdadeiro . Não existe maior crueldade no relacionamento do que você destruir a fantasia do outro . É como tirar o brinquedo da mão da criança . Eduardo Pinho Tavares

Porque escolhi ser obesa?

PORQUE ESCOLHI SER OBESA? Dr. Eduardo Pinho Tavares ² Jerry era o tipo de pessoa que você iria adorar. Ele estava sempre de alto astral e tinha sempre algo positivo a dizer .              Quando alguém lhe perguntava “Como você está Jerry?”  Ele respondia : ” Melhor  que isso, só dois disso!” Ele era naturalmente motivador. Ensinava sempre às pessoas como olhar pelo lado positivo da situação. Então um dia perguntaram para ele : “Como é que você pode ser uma pessoa positiva o tempo todo?  Como você consegue ?” E ele respondeu : ” todas as manhãs  eu acordo e digo a mim mesmo : Jerry você tem duas escolhas hoje: escolher estar de alto astral ou escolher estar de baixo astral. Então , eu escolho estar de alto astral. A todo momento acontece alguma coisa desagradável e eu posso escolher ser vítima da situação ou posso escolher aprender algo com isso. Eu escolho aprender algo com isso.                Então alguém lhe argumentou:              “Tudo bem!! Mas não é fácil  assim !”              “É fácil sim, disse Jerry … A vida consiste em escolhas, decisões a serem tomadas. Você escolhe como reagir.                Você escolhe ser feliz ou triste, calmo ou nervoso, magro ou obeso … ²                    Portanto, a pessoa pode escolher ser magra ou obesa.                  Um dos maiores anseios do homem é o poder. O ser humano busca o poder e a fama. Vontade de ser grande, invejado, poderoso. Vontade  de parecer Deus, de ser Deus, no sentido de poder advinhar as coisas,  prever tudo, curar doenças, fazer  milagres …                  Seria ótimo podermos fazer uns milagres de vez em quando.                  Só que o poder e a fama têm um custo muito alto.                  A grande maioria das  pessoas tem uma origem simples : nascemos em lugares simples, de uma família simples. O poder e a fama nos distanciam da nossa origem, de como nós somos. Nos faz sentir  um “peixe fora d’ água “. Claro que a fama tem o lado bom, mas volta e meia a pessoa deseja viver de novo, aquela simplicidade em que foi criada.                  Por isso, ser famoso é muito difícil. Geralmente os artistas famosos usam drogas, bebidas em excesso e tem uma vida totalmente irregular. Não podem viver de uma maneira natural como foram criados.                  Como ser famoso é difícil, também é difícil ser bonita principalmente para as mulheres. As exigências são grandes, as cobranças são muito maiores. Difícil  no sentido em que a pessoa é mais assediada, mais desejada.                  Se tem um lado bom, também tem o desconforto e os desassossegos de ser bonita.                  Para não ter que usar drogas e bebidas para lidar com isso, muitas pessoas optam por engordar. É uma forma mais aceita socialmente de se defender dos  ” inconvenientes” de ser bonita e de ter um corpo perfeito, embora seja esse o desejo consciente de toda mulher. Tem um lado dela que quer um corpo perfeito mas tem um lado que não dá conta de lidar com isso. Ou tem um lado que tem medo de ficar magra, bonita e gostosa.                Então, pode parecer um absurdo, mas muitas pessoas têm medo de ser magras. Isso as ameaça de alguma forma.                O futuro da psicologia está na mensagem não verbal. O importante não é o que a pessoa fala, mas o que ela demonstra, o seu comportamento. O corpo fala. É preciso aprendermos como interpretar essa linguagem do corpo.                Um pessoa com trinta quilos a mais, o que ela está querendo dizer com esse corpo. Que rebeldia é essa? Que punição é essa?  Que medo é esse?                São pessoas inteligentes, bem sucedidas na vida, com famílias, filhos e uma vida normal.  Sabem o que engorda e o que não engorda. Só que elas não conseguem fazer um dieta. Existe uma coisa que puxa  para  ela não conseguir.                 É a pressão daquele seu lado que não quer emagrecer.  Quantas vezes as pessoas emagrecem 20, 30 quilos e depois comem caixas de chocolates e engordam de novo. O que elas estão dizendo com isso? Que tem  pavor de ficarem magras, lógico. Não dão conta de ficarem magras. Alguma coisa as ameaçam. Mas no consciente, no verbal estão nos consultórios implorando e dizendo que querem emagrecer. Lógico que “não querem “. Querem mas tem pavor. Querem  mas não querem.                  Não é que a pessoa é obesa porque come. O verdadeiro é :  ela come porque é obesa e precisa manter a sua obesidade porque não consegue viver sem ela. É lógico que todos esses são medos e desejos  inconscientes.                   Mas nós sabemos que o que comanda o nosso cérebro e o nosso comportamento são os nossos desejos inconscientes.                 Motivos para escolher ser obesa:                   São exemplos de algumas situações que temos visto, onde as pessoas escolhem a obesidade: 1 –  Uma pessoa jovem, 25 anos,  mulher , com  30  quilos a mais, que nunca teve um                namorado firme e nunca teve uma relação sexual e que demonstra inseguranças nessa área. Ela engorda para  não encarar o problema. Uma mulher, solteira ou não, que sabe ter uma energia sexual forte, com um desejo mais aguçado : se ela for insegura e tiver receio de segurar esse instinto, com certeza  ela vai engordar e se sentir protegida. Uma mulher que não gosta muito de sexo e lhe incomoda o marido a procurar muito para a relação, geralmente ela engorda para não despertar o desejo dele e assim não ser tão procurada e “amolada”  em sua acomodação sexual. Uma mulher, geralmente nova, com baixa  auto estima, sensação de menos valia, complexo de inferioridade no momento de iniciar afetiva e sexualmente, pela insegurança ela engorda para não encarar, no momento o seu problema. É mais fácil conviver com a obesidade. Afinal, todo mundo é meio gordinho mesmo.  Conclusão:                 Precisamos encarar a obesidade com a profundidade que ela merece. Precisamos tratar  o inconsciente . Tudo na vida

Prazer e Felicidade

Prazer e Felicidade Dr. Eduardo Pinho Tavares                 Por centenas de anos os homens vêm, com orgulho, ocupando  lugar de destaque nas culturas machistas.                 Reconhecido como forte e  “abrutalhado ” sempre coube ao homem o papel de caçador, de batalhador, responsável pela criação e sobrevivência  da família. Ir  à  luta, ir à caça, sem reclamar, porque  “homem não chora ” e cada um desempenhando tanto  melhor o seu  papel quanto mais se identifique com as exigências de cada cultura. Carregado assim de stress,  de tensões, de medo, de insatisfações e tendo  que achar bom, o homem vem respeitosamente cumprindo, bem ou mal,  a missão que não foi ele que escolheu e encabeçando todas as estatísticas de infarto, de aterosclerose e de derrame cerebral e perdendo apenas para as estatísticas de viuvez porque ele morre  em média cinco anos antes das mulheres. Também pudera ninguém é de ferro!                 E, como sempre sábia a Natureza ;  não poderia concordar com essas desigualdades embora, apesar de tudo, os homens vem gozando de vários previlégios. Ou seja, o homem tem sido muito bem ” remunerado” por essa sua função, pelas várias vantagens com que a  cultura lhe tem previlegiado , justificando assim o desejo da maioria das  mulheres que, sem querer querendo, sempre deixam escapar:   ” Quando eu nascer de novo, quero voltar homem “.                E, assim cheias de inveja e de grande indignação as mulheres começam a reclamar:  movimentos feministas, mercado de trabalho, vagas nas universidades e dessa forma dividindo com os homens alguns fardos ainda mais suportáveis. Mas , tudo bem ! Afinal de contas, afastadas as características orgânicas e hormonais peculiares a cada sexo, todas as outras diferenças são culpa da cultura.                Portanto, resguardadas as óbvias proporções, não há motivo maior para as mulheres serem assim tão diferentes dos homens.                E,  para melhor entendimento e relacionamento dos heterossexuais, os homens estão mais ” femininos ” : mais dóceis, mais atenciosos, mais preocupados com as realizações e o prazer das mulheres. E assim aceitaram a essa solicitação de dividirem um pouco mais  esse ” bolo ”  com suas queridas.   E, as mulheres mais masculinas: trabalhando, estudando, competindo e vencendo. Como para tudo existe um preço, as mulheres conquistaram a sua vitória na alegria, na tristeza mas também na saúde e na doença. O coração das mulheres que até há pouco tempo só sofria dos males  do amor , hoje já ocupa lugar de destaque nas estatísticas de infarto  do miorcárdio e é hoje por mais esse motivo admirada e cobiçada pelos  cirurgiões cardiovasculares.                 Mas por tudo isso ganhamos  todos nós porque mais próximo um do outro, os relacionamentos tendem a melhorar.                 Apesar das diferenças, agora  menores, os casais tem se entendido muito mais.                  E, o que era considerado um padrão masculino de comportamento hoje já não é cobrado tão a ferro e fogo.                  Portanto, hoje, é permitido ao homem manifestar suas emoções que sempre existiram mas eram sufocadas como uma panela de pressão, e transformadas em doenças como gastrite , colite, enxaqueca.                 E, ao contrário  do que muitos pensam , ” o homem chora e não é nada  durão na hora do vendaval amoroso . Só  que as vezes simula, se segura para não telefonar, escreve cartas que nunca manda e finge que está tudo sob controle”, como mostra uma pesquisa realizada recentemente. E um dos entrevistados contou: ” Em um fim de Domingo, falei para ela : “hoje o que eu mais quero não é sexo, não é passear nem comer fora … É colo.” Quero botar a cabeça no seu colo e chorar. Ela respondeu : ” Não  tenho estrutura para isto. Você é meu porto seguro, não dá para ser o contrário”. “Foi um tiro de canhão no meu peito. Eu estava em uma situação financeira difícil.  A partir de então  o relacionamento foi esfriando e veio a distância,  e um dia ela levantou, fechou a  porta , ligou o carro e deu um adeus. Só fui encontrá-la um ano depois . Não acreditava que ela pudesse tomar essa atitude tão facilmente.  E, tudo isso mexeu muito com os meus brios de homem. Sozinho no meu quarto , eu chorei muito ” .                 E como esse, vários outros entrevistados narraram suas mágoas e tristezas nas separações revelando assim o lado sensível e até frágil dos homens que apesar de sempre existir sempre foi exigido que fosse sufocado e mascarado.                 E  para entender melhor todo o comportamento nos relacionamentos é preciso que entendamos  bem a diferença entre felicidade e prazer.                 A felicidade vem de dentro, é duradoura, alimenta, abastece . Está relacionada à auto- referencia. A felicidade não se constrói em um momento. Ela é alcançada, construída. A felicidade é sua, ninguém lhe rouba. Ela envolve o coração, a alma, os hormônios. A felicidade te faz crescer . Ela não tem limite, não intoxica. A felicidade é estimulante, não  se consegue escondê- la porque ela  nos dá uma energia contagiante. A felicidade é uma forma de comunicação. Sem falar, você expressa a sua energia interior. A felicidade é fruto do amor.                Já o prazer é fugaz, é volátil. Logo desaparece de sua lembrança, é impessoal. É mais externo. Está relacionado  não a auto- referencia mas a auto- estima . O prazer apenas, não edifica. São meia dúzia de palavras ou mesmos atos que acabam criando um envolvimento de prazer. Claro que o prazer precisa ser vivido mas, quando demais, ele é como uma bebida, intoxica e dá ressaca. Ressaca moral. Se o prazer não for colocado a serviço da felicidade ele se evapora fácil. Ele não estabelece uma comunicação. O prazer não chega a mexer com a alma.               Se todos nós entendêssemos  com profundidade essa diferença teríamos menos ciúmes porque este está ligado a auto – estima e portanto ao prazer.               Embora machuque muito quando a pessoa busca um relacionamento extra, na maioria das vezes ela

LIBERDADE – Um prêmio ou Castigo?

L I B E R D A D E – Um prêmio ou um castigo ? Dr. Eduardo Pinho Tavares Cada dia mais, pessoas e pessoas estão correndo atrás da liberdade. Os relacionamentos acabando porque cada um quer mais liberdade. A liberdade continua sendo, hoje, a fantasia de todos nós.                  Mas, afinal o que é a liberdade?                  Onde ela está que ninguém consegue encontrá- la?                  O que é ser livre? Para  os jovens talvez seja uma calça  azul desbotada, tênis se possível importado, brinco , muito forró e Ficar, FICAR sem pegar no pé. DON’ T DISTURBE :  é a ordem do dia. Para os descasados liberdade talvez seja não casar nunca mais. Mais e mais  relacionamentos. No máximo cada um morando em sua casa. Para os políticos talvez seja a liberdade de expressar suas idéias e desejos. E, para as mulheres, liberdade seria trabalhar, trabalhar, fumar, ocupar cargos importantes, sonhar e viajar em mares nunca dantes navegados .                 Mas que pena? Quantos sonhos! Quanta insatisfação?  Parece que está todo mundo dando tiro no escuro tentando acertar.                  O grande filósofo  Saftre descreve o caso de um prisioneiro que após anos e anos na prisão é finalmente absolvido e recebe a liberdade.                   Descreve a cadeia de portas e janelas abertas para ele sair  e ele prefere ficar na prisão. Não consegue sair. Tem medo de sair e enfrentar a vida lá fora. Prefere ficar na prisão contentando com as migalhas de uma refeição medíocre, contentando com a simplicidade de uma cama no chão já corroída por baratas. Prefere tudo isso a sair e batalhar a sua própria sobrevivência.                  E essa é a pior prisão. É a prisão de portas abertas. Ninguém te impede de sair, mas você não consegue sair dela.                  A liberdade tem um preço. Então muitas vezes, como nesse exemplo, “o homem é condenado à liberdade”.  Para muitos a liberdade é um castigo Na maioria das vezes nós buscamos a nossa prisão. As pessoas não conseguem viver sem uma prisão. Uma das mais freqüentes e presentes é o casamento. Vemos repetidas vezes exemplos de casamentos que são verdadeiras prisões. Um prejudicando o crescimento do outro, um anulando  o outro numa convivência muitas vezes terrível onde até os filhos já não suportam. E muitas vezes os casais permanecem ali preferindo as migalhas de carinho, companheirismo zero e não conseguem sair. Permanecem naquela rotina altamente desgastante e cansativa para não batalharem a sua sobrevivência afetiva. É o medo à liberdade. A liberdade assusta, apavora. Ela tem um custo. É mais simples permanecer ali dando mil desculpas, infeliz, mal amado(a), tentando tampar o sol com a peneira, em um faz – de – conta altamente cansativo, porque sabem, ambos, que batalhar uma vida nova requer competição, risco, investimento, etc. como tudo que é bom na vida.                   E, muitas vezes quando a pessoa  consegue sair de um relacionamento difícil ela se sente tão fraca e às vezes culpado que logo trata de  procurar um nova prisão. Geralmente o trabalho: trabalha quinze horas por dia para esquecer, para se manter ocupada para se livrar da rotina do casamento e cai na prisão e na rotina do trabalho. Cansaço, desanimo, stres, desmotivação, desencanto pela vida e alteração de humor são os sintomas que precedem a depressão, grau máximo de prisão. É o fundo do poço. A maioria fica por ai queixando – se da vida, se apegando as crises  para justificar o seu fracasso profissional, se abraçando e agarrando à AIDS para justificar o seu fracasso afetivo e sexual.                  Pura ilusão imaginarmos que a liberdade existe. O filme: ” Um sonho de liberdade” também mostra a história de um rapaz condenado a 20 anos de prisão. Mostra as pessoas que saem e não dão conta da liberdade.                 A prisão institucionaliza as pessoas. Como o casamento institucionaliza e prende.                 Na verdade a liberdade é o que cada um dá conta de fazer e não o que se quer fazer.                 O ser humano só tem liberdade quando tem consciência de sua  identidade.                 Sou livre quando sei de tudo e escolho, assim mesmo, o meu caminho. Você pode escolher assim, a sua liberdade ou a sua prisão.                 Uma das melhores formas de parceria é ajudar o outro a exercitar a sua autonomia. A liberdade é o exercício da nossa autonomia. “O importante é nós ajudarmos o outro a voar mas jamais nos ocupemos a tomar o lugar das asas do outro porque assim ele não estará exercitando a sua autonomia.                  Se bem ou mal, se concordamos ou não, precisamos parar um pouco de  sonhar com essa tal liberdade e viver a vida. Viver o dia – a – dia e o presente muito bem vividos. O futuro nunca chega. É um sonho que não se realiza nunca. Inteligente é aquele que desfaz as amarras e sai pela vida em uma atitude responsável e coerente sem normas e sem preconceitos, sem lenço e  sem documento, ” tratando de subir mais montanhas e cometer mais erros “,  numa atitude mais solta e procurando com mais carinho a sua prisão mais adequada que possa lhe proteger e lhe fazer sentir mais seguro e feliz.   Porque afinal, ” o homem só é livre para escolher a sua prisão “.     Eduardo Pinho Tavares

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